
Quando o tempo se torna passado
E revejo momentos…
Quando a beleza se aproxima em imagem do que tinha
Uma brisa suave e cálida enche a minha alma
E até as flores
As flores que me deste tornam a florir.
Mas faltas tu.
Imagens retiradas da net

Não me amarres a mente.
Não permitas que pare.
Não escolhas por mim.
Não me deixes assim parada e sentida.
Nas manhãs que são tardes de noites sem alvoradas.
Faz-me vida em promessas cumpridas
Em verdades realizadas
Não adies peço-te, que o tempo é curto
Por favor sossega o meu pensamento
Em hipóteses constantes, em discursos diferentes.
Em falta de rumo.
Porque ainda foi ontem que me dizias
Que jamais me abandonarias.

Na margem…
Entre escolhos e despojos.
Arrastada em tempestades.
Sem esperança e à deriva
Bate meu corpo inerte.
Não sei se existe sol, uma mão ou um pontão.
Vou batendo nas margens ao sabor do tempo
Tão nublado este lugar! …
Deixo-me arrastar pela corrente envolta em cardos.
Cansei-me de tentar agarrar-me a nada.
Desisti da esperança da tua mão para me ajudar.
Do porto de abrigo.
Como te conheço…
Como sei que esperas que o tempo passe.
E no passar do tempo, entre escolhos e despojos.
Batendo ao sabor das correntes.
Agredida por cardos e maus tratos.
Depressa esta alma e este corpo sucumbirão.
E apenas tu…
Tu, assassino de olhos de anjo.
Apenas tu, saberás como foi fácil levar-me ao fim.
Vêem-me à recordação…
Minha companheira permanente e sempre presente
Momentos, vivências…
Lembras-te como me amavas?
Lembras-te como concebemos em amor infinito a nossa filha?
Como depois do amor
O sorriso
O cair nos teus braços
O teu olhar tão puro
Um amor de eternidade dizias…
A menina que tu querias.
Não existiam técnicas capazes...
Nem a precisão actual que a genética tem .
Lembro-me das tuas palavras.
A minha filha ficou feita hoje!
O amor faz milagres.
O amor consegue.
Disseste-o com firmeza!
E eu como bendita concebi.
E dei-te a filha que tanto querias.
A noite caiu.
O dia passou.
Caminho sem destino, sem rumo na noite fria.
Ninguém, ninguém ocupa o meu lado.
Não é solidão…
A solidão é fácil de suportar.
A condenação sem fundamento, não!
Caminho…
Caminho em passos pequenos para não chegar ao fim do caminho.
Em direcção ao fim.
Ao fim que a todos espera mas que em condenação antecipas.
Tu sabes bem!
Tu sabes, que a mim não se pode fechar a porta
Não se pode impor clausura.
Nasci para me sentir livre.
Para ver o sol fechar-se ao fim do dia, em campo aberto.
Aqui me guardaste, fechada e sem sol.
Na noite constante.
Nos dias sem fim.
Morrendo todos os dias.